Da Presunção Humana 

Da Presunção Humana 

A primeira e mais decadente presunção humana é se achar importante, em um universo imponderável, de galáxias e universos ainda ignorados por nossa percepção simiesca e ciência atrasadas. “Ser o único ser pensante, no vasto mundo dos instintos desconhecidos e indomáveis,” caso seja isto a nossa supremacia entre os animais, o que determina esta superioridade? Somos todos feitos da mesma essência caótica, barro e água, submissos ao destino do acaso. Contudo, temos o dom de limitar as coisas e o espírito nelas, classificando-as como boas e más, de belas e feias. Por necessidade ou expertise emocional, aprendemos a inventar razões e adjetivos para o que não conhecemos.

Evan do Carmo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *